quarta-feira, março 31, 2010

E você, trocaria um tremendo triunfo profissional por um brutal "murro" pessoal?

Sobre os recentes e díspares acontecimentos na vida de Sandra Bullock, David Brooks escreveu um recomendável artigo para o NYT. Uma das questões que levanta está no título deste post, mas esta dicotomia entre as relações interpessoais e o sucesso económico e profissional suscita muitas mais interrogações. É sobretudo importante perceber que, contradizendo os nossos dicionários, êxito não é sinónimo de felicidade e que a maior parte das vezes, tal como aconteceu com a actriz, não temos a hipótese de escolher.
O interesse do artigo prende-se igualmente com a correspondência com outras escalas: países, fases da vida, etc. Pelo meio fala-se também de confiança, de relações sociais e, sobretudo, de felicidade.

Destaco algumas partes:
Two things happened to Sandra Bullock this month. First, she won an Academy Award for best actress. Then came the news reports claiming that her husband is an adulterous jerk. So the philosophic question of the day is: Would you take that as a deal? Would you exchange a tremendous professional triumph for a severe personal blow?
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Marital happiness is far more important than anything else in determining personal well-being. If you have a successful marriage, it doesn’t matter how many professional setbacks you endure, you will be reasonably happy. If you have an unsuccessful marriage, it doesn’t matter how many career triumphs you record, you will remain significantly unfulfilled.
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The overall impression from this research is that economic and professional success exists on the surface of life, and that they emerge out of interpersonal relationships, which are much deeper and more important.
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The second impression is that most of us pay attention to the wrong things. Most people vastly overestimate the extent to which more money would improve our lives. Most schools and colleges spend too much time preparing students for careers and not enough preparing them to make social decisions. Most governments release a ton of data on economic trends but not enough on trust and other social conditions. In short, modern societies have developed vast institutions oriented around the things that are easy to count, not around the things that matter most. They have an affinity for material concerns and a primordial fear of moral and social ones.
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segunda-feira, março 29, 2010

Ninguém diria

Depois de Victor de Sousa, só faltava o Ricky Martin assumir o outro lado da sua vida loca. Antes "loca" que falsa, dirá ele aos seus filhos.

O "mea culpa" já não chega, meus senhores

Lá concluíram, finalmente, que o problema dos padres pedófilos não se resolve mudando-os de paróquia. Sinceramente, face à mediatização crescente dos casos, não estava a espera de outra reacção por parte deste Papa. A muralha de silêncio já há muito que atingira o seu limite.
Lê-se por aqui alguns vestígios de lucidez, mas, como em tantos outros assuntos polémicos, continua-se a arranjar nexos de causalidade que em nada justificam o mal feito (e, muito menos, "defendem as vítimas"). É por aqui que ainda estou a tentar entender as verdadeiras intenções desta nova corrente de pensamento católico: se o objectivo é tentar desculpabilizar, servindo-se de antigas lutas internas ou de questões fracturantes, os actos em si ou se vão fazer mesmo qualquer coisa de útil e eficaz para os evitar.

sexta-feira, março 26, 2010

Seis ou mais razões que fazem do "My One Thousand Movie" um dos meus blogues favoritos de cinema

As críticas são, ao contrário da regra que domina a crítica profissional mais clássica e erudita, muito acessíveis e objectivas, não há intermináveis descrições, nem galicismos (estão a ver aquela cena do mise-en-scène? E parti pris?), nem estudos filosóficos sobre a existência humana para demonstrar que o filme pode ser até bonzinho. Pede-se, e tem-se, sem rodeios, um resumo do argumento (sem grandes spoilers) e um ou outro comentário pessoal que poderá ajudar a justificar a partilha do filme.

Por disponibilizarem o filme numa versão light, em RealMedia, o que nos só vem ajudar na poupança de espaço do disco. Fora da concorrência directa com outros blogues mais mediáticos que partilham filmes de um ou mais gigas, ripados directamente de DVD's, com alta qualidade de som e imagem, para acabar por serem visionados num PC ou numa televisão convencional.
Sinceramente não me parece que ficamos a perder no rácio qualidade/espaço mas nada como tirar as teimas e fazer uma experiência. Para além de que, o blogue não podia ser mais esclarecedor quanto ao assunto: "se gostarem dos filmes comprem-nos, porque o original é sempre melhor".

Ao contrário de alguns promotores de festivais de cinema, têm consciência de que o cinéfilo 'tuga não nasceu poliglota e disponibilizam legendas em Português (ou Inglês, em poucos casos).

Queriam mesmo rever aquele clássico de John Ford, Douglas Sirk, Samuel Fuller, Bergman, Godard, Tarkovsky, Tati, …? Encontram lá.

E aquele filme português que não é tão publicitado por não atingir, em cartaz, a fasquia dos 35.000 espectadores? É possível que também lá esteja.

Sabem aquele "hype" que ganhou alguns prémios por vários festivais internacionais e teve uma estreia modesta e passageira em Portugal, passando só pelo "King" e no "Cidade do Porto" durante 3 ou 4 semanas - excepção para os casos em que nem sequer teve direito a estreia e só pode ser adquirido via importação na Fnac mais próxima? Também pode-se ter a sorte de o ver por lá.

O serviço público e algo mais aqui.

segunda-feira, março 22, 2010

Esse estranho confronto entre as emoções e a vida quotidiana

Já não é a primeira vez que declaro por aqui que a sueca Robyn é uma das grandes revelações pop dos últimos anos. Este ano editará o segundo disco, ou melhor, para ser mais preciso: o segundo, terceiro e quarto discos. Numa entrevista que li por aqui ela confirmou que vai lançar um conjunto de músicas por cada estação que ainda nos sobra este ano. A parte ainda mais interessante da conversa chega quando lhe pedem para falar das expectativas em relação aos novos trabalhos e a uma nova música, em concreto:

“I feel like the interesting thing for me is the contrast of both touching people and being really honest and true to myself, and at the same time doing something that’s fun and smart. With pop, I think you can do that, because there’s this weird clash between the emotions and everyday life.”

“People expect things of you, like kids and like marriage, and I found myself just thinking of that a lot while making this record, so the song is about that in a way, but it’s also fun. I’m playing around with the concept of being a woman, and what it means to physically be able to carry kids, but at the same time that’s not always what you see yourself as.”

Considerem-me (ainda mais) excitado.

sábado, março 20, 2010

Em continuação do post anterior

... mais que com a publicidade enganosa, a minha estupefacção relaciona-se com o facto de, em 2010, haver ainda quem se entusiasme ao som de Technotronic. Já sei: a nostalgia faz parte do nosso ADN e isto, por sua vez, faz parte da receita de sucesso de quem aposta nesta área. Que o digam os promotores de espectáculos (em geral), alguns canais de televisão, algumas rádios como a RFM e a M80, ... São opções (estratégicas), por isso não ofendo ninguém ao afirmar que também há uma certa preguiça na descoberta de novas tendências e há uma acomodação no sucesso ultra-conhecido e, logo, garantido. Em suma, não se corre o mínimo dos riscos.
Dos Technotronic a Joy Orbison, mais que os 20 anos cronológicos que os separam, há toda uma evolução na música de dança que escapa aos mais distraídos por opção.

Imprecisões lendárias


"... pela 1ª vez em Portugal", desde a última vez que vieram à Kadoc e às Festas do Crato - Albufeira e Crato pertencem (ainda) a este país, certo?
Mas desta vez é que vai ser!

"WTF!?"


sexta-feira, março 19, 2010

Certo, siga.

terça-feira, março 16, 2010

“A vida de bairro não é fácil. O bairro tira tudo o que dá, deu-te a vida mas também a tirou..."

R.I.P. MC Snake!
Espero que a PSP não deixe de explicar também porque um condutor de um Y10 é mandado parar na Doca de Santo Amaro e só é interceptado, mortalmente, em Benfica. Que eu tenha conhecimento, às 5h da manhã, circula-se até muito bem pelo Eixo N-S ou estavam a cumprir os limites de velocidade?

sexta-feira, março 12, 2010

O videoclip que chocou José Rodrigues dos Santos



Última notícia do Telejornal de hoje: "A Lady Gaga fez um videoclip com... cenas lésbicas”! :o
Sensual. Mas, de facto, não chega ao nível dessa "cena" de fazer uma sopa de peixe com leite de mamas humanas.

quinta-feira, março 11, 2010

:p

É oficial: não há gajos* perfeitos



* nem "jornalismos"

terça-feira, março 09, 2010

A ascensão dos hipócritas


Republican state Sen. Roy Ashburn said Monday he is gay, ending days of speculation that began after his arrest last week for investigation of driving under the influence.
Ashburn, who consistently voted against gay rights measures during his 14 years in the state Legislature, came out in an interview with KERN radio in Bakersfield, the area he represents.
"The best way to handle that is to be truthful and to say to my constituents and all who care that I am gay," he said. "But I don't think it's something that has affected, nor will it affect, how I do my job."
Ashburn has voted against a number of gay rights measures, including efforts to expand anti-discrimination laws and recognize out-of-state gay marriages. Last year, he opposed a bill to establish a day of recognition to honor slain gay rights activist Harvey Milk.


Ainda sou do tempo em que a revelação pública de uma orientação sexual alternativa, longe de uma questão de orgulho, reforçava a luta contra uma discriminação e, também, era uma demonstração pública de honestidade, por mais que privada fosse essa decisão. "Nesses tempos" o alarido à volta dessas revelações causava, no mínimo, estupefacção (nem que fosse pela coragem do acto em si).
Hoje em dia, este mesmo mundo (estranho) fica impávido e sereno perante casos de "coming out" em que o sujeito, enrascado com um caso de polícia, ao mesmo tempo que revela ser gay, assume que segue e seguirá, orgulhosamente (acrescento eu, deduzindo pelas palavras do próprio), uma política anti-gay.
Dos fãs do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" ao seguidores dos "vícios privados, virtudes públicas", este caso poderá abrir um precedente: o que não falta por aí é gente, mais ou menos pública, a querer tornar público o seu orgulho em trabalho de obstrução que vai contra a sua própria condição humana. Assim de repente, até me parece uma atitude digna de ficar no topo do cúmulo das incoerências mas parece que nos temos de habituar a conviver com malta que vive "orgulhosamente" assim.

segunda-feira, março 08, 2010

O perigo está em casa

"O próximo passo é a possibilidade de escolha. Ser ou não ser mãe, ser mãe e trabalhar, ter opções."
Isabel Stilwell, jornalista e escrtora portuguesa, actualmente directora do jornal Destak.

"Elas podem ser as suas piores inimigas, sempre que não têm a coragem de mostar o que valem."
Anke Trischler, gestora, fundou um projecto de inclusão social para mulheres imigrantes.

"Há uma evidência estatística de que as quotas para mulheres funcionam muito mais depressa do que quando se depende da chamada evolução natural. Ou seja da vontade dos homens."
Johanna Nelles, advogada, trabalha no departamento de igualdade de género do Conselho da Europa.

"Porque batem os homens nas mulheres? Porque ninguém os ensinou a negociar, porque ninguém os ensinou a resistir à frustação, e num tempo em que os papéis masculino e feminino já não estão previamente definidos, saber negociar é fundamental… Quando estamos numa relação, temos de ser capazes de tolerar o desapontamento, tolerar a diferença. Se não o consigo tolerar a um nível emocional, das duas uma, ou me isolo ou vou tentar controlar as pessoas à minha volta, a minha família… Não curamos ninguém… Quando ele diz que vai mudar para reconquistar a mulher, explicamos que tem de mudar para ser uma pessoa melhor, e não por ela, O mais certo é a mulher não querer voltar a vê-lo."
Paul Wolf-Light, psicólogo e escritor inglês; trabalha actualmente na reabilitação de homens condenados por violência doméstica.

Tudo isto e muito mais na estreia do programa Viewpoint, um talk show sobre direitos humanos, promovido pelo Conselho da Europa, hoje às 20:00 na Sic Mulher ou amanhã online em destak.pt. Adicionalmente passará pela primeira vez na TV a nova campanha do Conselho da Europa contra a violência doméstica: "O perigo está em casa".

domingo, março 07, 2010

Há cenas assim



Pronto, já temos a "nossa" Christina Aguilera e o seu compositor/pianista/jornalista em part-time - adoro este mistifório de aptidões, sério: o Augusto Madureira já há algum tempo que deixou de ser só um mero porta-voz do jornalismo de cidadania, chegou, agora, o merecido reconhecimento - na Eurovisão.
Um bem-haja a ambos e boa sorte.

sexta-feira, março 05, 2010

Nice glasses!

(as usual, clicar para ampliar)

quarta-feira, março 03, 2010

Peço desculpa por esta interrupção