sexta-feira, julho 30, 2010

Quem diria?

no i de hoje.

quinta-feira, julho 29, 2010

Crónica da 23ª Pescaria à Portuguesa da Revista Fuças

Coube a Joãozinho Bettencourt de Sol a melhor pesca da noite, apesar de ter por diante a mais temida corvina brava que o conceituado Cardume do Vale das Tulipas teve a honra de apresentar. O pescador teve uma pescaria muito esforçada que só não foi melhor por culpa do peixe, que logo à terceira investida revelou indícios de desorientação. Joãozinho começou com as 3 farpas compridas da praxe, para depois cravar 5 curtas com boa preparação, no peculiar estilo clássico, entusiasmando um público que encheu o Tanque do Oceanário de Lisboa. Entre alguns apeixanados famosos, constavam: Nuno da Câmara Pereira, Isabel Angelino e Cinha Jardim, que por escassos centímetros não foi atingida por uma das galochas que Joãozinho arremessou durante a sua volta de homenagem.
A jogar em casa estavam os rapazes do Grupo de Camaroeiros Amadores de Moscavide, que tiveram uma noite menos boa. Começou com o jovem Francisco Nettto, que citou bonito, mas sem mandar na investida, deixou escapar toda a pescaria apanhando somente um fruto do mar que se encontrava a boiar por erro técnico da organização. Voltou com valentia mas ao ser enganado pelo ziguezague de um carapau enraivecido, desequilibrou-se e acabou por cair do topo do tanque. Depois desta lamentável prestação, recusou a voltar, recolhendo à enfermaria. A noite prosseguiu sempre animada pela Banda de Pífaros de Aveiras de Cima.
Verdade seja dita, a tradição voltou a brilhar no Oceanário e Portugal deve-se sentir orgulhoso por querer preservar a corvina brava (e outras espécies selvagens), que necessitam de uma farpada de vez em quando para se sentirem mais vivas e apuradas que nunca.

quarta-feira, julho 28, 2010

O que eu gosto de um gifzinho com gatos! IV

"Olha paizinho já sei fazer peõõõoo..."

terça-feira, julho 27, 2010

Com três letrinhas apenas

CARIBOU - Sun from Caribou on Vimeo.

Realidades paralelas

Duas jovens escapam do seu círculo de amigos e refugiam-se na casa de banho. Lá fora, o som debitado pelas colunas tornava o diálogo impossível. Cada uma, junto do seu lavatório, fala indirectamente com a imagem da outra reflectida no espelho. Disparate em disparate, a que ria mais acaba por desabafar:
"Estive com o Daniel pela primeira vez. Ele é tão lindo... Pena que na cama aquela carinha não acompanhe o resto."
A outra não esperava que a frase da amiga terminasse daquela forma e por isso não consegue deixar de franzir a testa, até a amiga continuar:
"A pila dele é tão pequenina. Pequenina como uma lata de Pepsi!".

Ali mesmo ao lado, o espaço encontra-se bem mais movimentado com a entrada e saída constante de rapazes que não perdiam tempo com "conversas de lavatório" e dirigiam-se apressadamente aos urinóis e repartimentos vagos. Havia excepções: um rapaz falava descontraidamente com outro. "… Ela era toda jeitosa e a sua performance parecia estar de acordo com o seu corpo... Estava a ser mesmo espectacular, até eu ter entrado numa espécie de Túnel do Grilo...".

segunda-feira, julho 26, 2010

Gloriosas dores de crescimento



“Os Subúrbios” são um local onde, por regra, vive-se parcialmente, momentaneamente ou em transição para outro local (não necessariamente melhor). “Os Subúrbios” também são uma fase da nossa vida. Momentos de indecisão, problemas de identidade, muitas emoções, confusões passageiras e uma escola da/para’ vida. Como alguém já escreveu sobre o disco em causa: “glorious growing pains”. Quem conseguiria, melhor que os Arcade Fire, traduzir esses sentimentos em palavras?


The summer that I broke my arm
I waited for your letter
I have no feeling for you now
Now that I know you better

Feel like I been living in
A city with no children in it
A garden left for ruin
By your millionaire inside of a private prison

When you're hiding underground
The rain can't get you wet
Do you think your righteousness can pay the interest in your debt?
I have my doubts about it

'City With No Children'

In the suburbs I, I learned to drive
And you told me we’d never survive
Grab your mother’s keys we’re leavin’

I just can’t understand,
How I want a daughter while I’m still young?
I want to hold her hand, show her some beauty
Before this damage is done, but if it’s too much to ask
If it’s too much to ask, Send me a son
‘The Suburbs’

Now you're knocking on my door
Sayin' please come out with us tonight
But I would rather be alone
Than pretend to feel alright
'Ready To Start'

Some people say we've already lost
But they're afraid to pay the cost
For what we've lost.
'Half Light II (No Celebration)'

Here
In my place and time
And here in my own skin
I can finally begin
Let the century pass me by
Standing under a night sky
Tomorrow means nothing

'Deep Blue'

I used to write
I used to write letters
I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain
By the time we met the times had already changed
So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was lost standing in the wilderness downtown
'We Used To Wait'

If I could have it back
All the time that we wasted
I'd only waste it again
'The Suburbs (Continued)'

quinta-feira, julho 22, 2010

À família convencional

Uma família convencional é aquela em que os pais deixam os seus filhos ir, sem aviso prévio, para Espanha ou para França e que acham muito normal que o único sinal de vida, em dois anos, seja duas ou três SMS a sossegá-los com um: "Tá-se bem e podem mandar à vontadinha umas massas e umas comidas pelo meu amigo rei ghob que nos vai proteger a todos de um terramoto que pode destruir 76% da faixa costeira de Portugal Continental. E continuem a carregar-me o telemóvel para que eu vos possa continuar a responder, ok? Que ghob esteja convosco, amén."?

quarta-feira, julho 21, 2010

To the unconventional family!


Este filme tem tudo para ser jeitoso. Tudo.
Já estreou nos EUA. Por cá, só lá para Novembro - no cenário mais optimista – o que dá tempo mais que suficiente para a Plataforma da Cidadania, do Casamento, do Bacalhau na Ceia de Natal, dos Passeios no Colombo ao Domingo e da Panela de Pressão organizar cinco manifestações na Av. da Liberdade e dez abaixo-assinados contra a estreia do filme.

Combate de DJing do ano: Scratch Teixeira Lopes vs. Strecht Ribeiro

segunda-feira, julho 19, 2010

Um sonho no Meco

Beach House, 16 de Junho de 2010, Festival Super Bock Super Rock @ Meco

Stand beside it, we can't hide the way it makes us glow
It's no good unless it grows, feel this burning love of mine
Deep inside the ever-spinning, tell me does it feel
It's no good unless it's real, hill sides burning
Wild-eyed turning till we're running from it
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
You say swimming in the lake we'll come across a snake
It is real and then it's fake, feel it's heartbeat
Feel what you heat, far so fast it feels too late
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
I'll take care of you, take care of you, that's true...


Take Care


Ouvir várias canções do disco "Teen Dream" ao mesmo tempo que o sol se ia refugiando no horizonte, para lá do Palco (EDP) e da herdade onde ele estava instalado, foi um momento mágico partilhado por uma assistência semi-encantada. Valeu cada miligrama de pó snifado involuntariamente, este, entre outros (demasiados para enumerar) momentos memoráveis.
A organização do festival está de parabéns. Mesmo consciente das condições do espaço em causa, deseja-se melhorias para futuras edições. Sobretudo a nível de condições de campismo e acessibilidades - consta que a noite passada foi um pesadelo. Curiosamente, quando praticamente tudo começou com um sonho de adolescente...

domingo, julho 18, 2010

Uma escola de alcoviteiros(as)

O jornalismo impreciso e tendencioso que começou a reinar para os lados do Público há cerca de dez anos atrás, quando – olha, um exemplo - Inês Serra Lopes publicou várias notícias/ reportagens que alertavam para uma vaga de prostituição masculina no Estádio Nacional e só descansou no dia em que um “popular” ministro da altura mandou fechar o local, revela agora óbvia descendência no i.
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).

sábado, julho 17, 2010

Follow the smile

sexta-feira, julho 16, 2010

O polvo vai continuar a dar umas dicas, enquanto ouve Panda Bear

quarta-feira, julho 14, 2010

Querem libertar as mulheres?

(...) Querem libertar as mulheres? Comecem por aqui, pelas medidas que custam dinheiro e que exigem fiscalização das empresas e apoios sociais vários. Muitos dos problemas das mulheres são problemas de desequilíbrio de poder e de fragilidade económica, e esses são bem mais graves do que um lenço a tapar-lhes a cara.
Se me indignam as mulheres tapadas em obediência a um deus ou a um amo? Claro que sim. Mas elas não se libertam dos deuses e dos amos por força da lei, libertam-se com educação, saúde, direitos, autonomia económica, com tudo o que lhes dê capacidade real de auto-determinação. Em última análise, se uma mulher quiser ocultar o corpo, seja lá pelo que for, o corpo é dela e tem esse direito. A premissa de que se parte, nisto da proibição, segundo a qual coitadinhas, são ignorantes e oprimidas e precisam que o Estado tome conta da sua roupa, é paternalista e profundamente machista. Há mulheres que andam veladas porque querem, porque gostam e, como ouvi outro dia uma explicar, porque lhes parece que antes a sua roupa que a nossa ditadura do tamanho 36, que faz as europeias passarem a vida a rejeitar o corpo que têm. (...)

O polvo vai continuar a dar umas dicas

terça-feira, julho 13, 2010

A evolução

No mesmo dia que "leakaram" duas novas canções dos Interpol e dos The Walkmen li uma análise muito interessante (e recomendável) sobre estas duas bandas nova iorquinas. A comparabilidade entre elas pareceu-me ser à partida algo despropositada, no entanto recordando o historial de ambas as bandas acabo por admitir que há vários pontos de contacto, sobretudo se o vermos numa prespectiva de uma evolução inversamente proporcional.
Hoje, do pouco que se sabe dos seus novos discos, esta análise só pode ser feita com base em três novas músicas: duas delas que nada acrescentam ao que os Interpol já fizeram no passado - infelizmente, ambas, a léguas da qualidade de "Turn on the bright lights" - e uma dos The Walkmen, que logo na primeira audição soou-me a "Red Moon", uma das canções do brilhante "You and me". Portanto, não me restam muitas dúvidas ao escolher a banda que revela mais indícios de evolução.
E, se esta lógica bater certo, ainda nos podemos vir a orgulhar muito pela nossa capital dar nome a um certo disco.

domingo, julho 11, 2010

O que será mais ridículo: um foreigner indie a fazer canções de homenagem a um clube de futebol ou adeptos grunhos a analisar a "música exprimental"?



Nao se entende uma caralho mas BENFICAAAAAAAAAA
DragonLuixao 1
week ago 3 coronelbernardes

Bem vindo, Panda. Espero que
marques muitos golos de águia ao peito e nos ajudes a conquistar troféus.

AMO-TE BENFICA******
thepoisonwhisky 1 week ago
Melo167

@MsA8me a música é experimental, daí soar estranho à maior
parte das pessoas
Melo167 1 week ago tahtry

FORÇA BENFICA
ALLEEEEEZ! vá, a musica ta fofa
tahtry 1 week ago MsA8me

Para a
próxima pode ser que saia melhor. Mas que se lixe. o que conta é a intenção.
Fora Benfica!

MsA8me 1 week ago JoaoPQ

sábado, julho 10, 2010

É tudo uma questão de tempo


I always used to tell him that only fools could possibly escape the simple truth that now isn't simply now: it's a cold reminder. One day later than yesterday, one year later than last year, and that sooner or later it will come.
George
(Colin Firth) in "A single man"

quinta-feira, julho 08, 2010

Quando outros valores se levantam


Verdade seja dita, a Playboy Entretainment rege-se por um código de conduta, no mínimo... incoerente.
Às tantas, o problema foi mesmo aparecer mais um homem na capa de uma publicação para potenciais machos - os verdadeiros não compram revistinhas, ? Esta Playboy 'tuga já andava a abusar.

quarta-feira, julho 07, 2010

Um festival de amostras

Há quem pague 50 euros só para ver Pearl Jam, há quem pague a mesma quantia para assistir a vários concertos (de preferência, inteiros), mas haverá quem pague para assistir a um "festival de amostras"? Amostras, será o que se pode ver do desastroso resultado da programação em simultâneo de bandas de calibre e géneros similares.
Serei o único a ver uma grande diferença entre pagar para ter e desfrutar, e pagar para ter e optar? Quando se compra um carro, há os elementos de série e de opção. Os primeiros estão incluídos no preço base do bem e os segundos são pagos em acréscimo. Ora, na compra de um bilhete para um festival, as bandas em cartaz são todas "de série", porque caso contrário haveria bilhetes diferentes para cada uma das variadíssimas opções. O que se propõe com este tipo de programação é o mesmo que comprar um carro com ar condicionado de série e ele ser incompatível com o leitor de CD's (também de série). Portanto, carro pago, mas depois: ou fresquinho ou musiquinha! Isto faz sentido?
Há limites para um "festivaleiro" gerir os horários de um cartaz. Ver 25 minutos de The XX, para depois ir a correr para o palco principal para assistir só à abertura de Kasabian, pois o grande Matias Aguayo (e a sua Band) começa, noutro palco, dez minutos depois, é só um exemplo, entre tantos, de que até uma boa gestão de horários não faz milagres - a não ser que o bilhete venha com o poder da ubiquidade integrado e ninguém me avisou. E isto se não houver atrasos!
Alguns festivais de música em Portugal estão de facto a apostar na quantidade e isso seria bestial se não houvesse alguma imaturidade nos critérios da distribuição das bandas e dos respectivos horários. Para além de que, bandas novatas mas em notória ascensão como The XX, La Roux, Gossip, Simian Mobile Disco, Miike Snow, etc., nunca deviam ser remetidas para um palco secundário, em concorrência directa com bandas mais populares (ou de culto) do palco principal. Não é desprestígio. É desperdício (de talento).
De facto, não se é um Coachella ou um Primavera em 4 anos, mas sempre podia-se aprender um pouco mais com a história dos festivais de música que explicam a sua evolução com o incremento de bandas em cartaz.

domingo, julho 04, 2010

CEO, a introdução

Eric Berglund = 50 % The Tough Alliance = 100% CEO e isto é "só" o prólogo e parte do conteúdo de "White Magic":

ceo - prologue from Modular People on Vimeo.



ceo - come with me from Modular People on Vimeo.

sábado, julho 03, 2010

2 em 1

Tive necessidade de rever "Mysterious Skin", não para confirmar que é um belo filme mas para entender que se trata de uma homenagem a uma banda rock que marcou o movimento shoegaze. O inconstante (realizador) Gregg Araki não se limitou a embelezar o filme com algumas músicas dos Slowdive, como usou os títulos de outras canções desta banda para dar nome aos seus personagens. Os Ride, Curve e Sigur Rós a fechar, completam o resto do serviço com distinção.

sexta-feira, julho 02, 2010

Standing room on the plane

Parece que a Ryanair sempre vai avançar com a introdução de lugares verticais na sua frota de aviões. Os testes de segurança começam já no próximo ano.
Pelo o que contam parece-me que a poupança vai ser de ambas as partes: a companhia consegue, das dez filas de lugares sentados removidas, introduzir quinze filas de "vertical seating" e com a eliminação dos dois lavatórios, no total: 50 lugares extra em cada voo; os passageiros poupam no preço da viagem (£4 + £1 por cada xixizinho + £80 por despacho de bagagem). Portanto tudo bem, menos para a malta que costuma viajar com casa atrás e que tenha uma certa facilidade em ganhar bolhas nos pés. Para os mais incontinentes (e, só para agravar, como estes sabem tão bem que essa posição não facilita a retenção dos fluídos!) também pode não compensar.

quinta-feira, julho 01, 2010

As fotos falam por ela (ele) própria(o)

Lady Gaga, sempre predisposta a incendiar rumores e se o boato estiver correcto, irá aparecer transformada em Jo Calderone (só o nome emite sensualidade) na edição de Setembro da Vogue Hommes Japan. Está mais bonita(o) que nunca.