Finalmente... e
antes que a falta de apetite sexual destruísse mais relações! Talvez a solução
pudesse passar por uma mudança de comportamento do parceiro (ou mesmo de
parceiro), mas essas hipóteses não caem no âmbito da ciência, nem dão lucros às
farmacêuticas.
Depois do "Viagra",
dos respectivos genéricos, dos anúncios de Futre a passar na TV de 5 em 5
minutos... Agora o “Flibanserin”, e entende-se essa disseminada e inescapável
mensagem de que todos nós devemos andar sempre plenamente satisfeitos. E sempre
ainda mais satisfeitos e saciados. Isto associado a uma ideia de aceitação
universal de como a nossa vida (até a mais íntima) deve ser/parecer sempre um
caso de sucesso (como o de Futre e das suas garinas) ao ser julgados por,
supostamente, alguém, ou por nós próprios. E ainda mais a ideia de que desejar
e ser desejado deve ser o apogeu da nossa realização pessoal, como se a
felicidade só pudesse existir com a garantia de uma validação externa.
“Ser sexy” e
disponível já não é só um objectivo para teenagers, e não tão menos jovens,
concretizarem via Facebook, à noite nas discotecas ou pelos dias quentes e de
exaltação do Sudoeste, passou a ser um estado que devemos almejar eternamente.
Ou pelo menos até ao último segundo antes do nosso coração, extenuado, parar de vez.
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