segunda-feira, setembro 24, 2012

Minas do Braçal


O Braçal, a Malhada e o Coval da Mó constituiram um dos mais importantes centros mineiros do norte do pais.
A descoberta nestas minas de vestígios antigos leva à conclusão de que as mesmas já existiam, provavelmente do tempo dos Romanos. De 6 de Agosto de 1836 data a emissão do decreto concedendo campo da antiga mina do Braçal a José Bernardo Michelis. Em 1840 a  concessão passou para o alemão Diéderich Mathias Fewerheerd que a explorou durante dez anos.
Em 1850 foi descoberta a mina da Malhada que dista da do Braçal cerca de 800 metros cujo poço principal o “Poço Mestre” tinha cerca de 400 metros de profundidade.
Iniciou-se uma nova fase em 1882 com a criação da Companhia Mineira e Metalurgica do Braçal, formando-se em 1898 uma Companhia Belga que se propôs revitalizar as minas e modernizá-las.
Todo o complexo mineiro é banhado pelo rio Mau que passa neste local, formando esta linda cascata da Cabreia e que na zona mineira se encontra escondido, quase sempre canalizado em túneis.
Já no século XX e durante vários anos a empresa mineira foi administrada pelo Sr. Engenheiro Gregório Pinto Rola.
Após alguns anos de paragem, a exploração mineira foi reactivada em 1942, terminando definitivamente em 1958, sendo administrador até então o Sr. Engenheiro João Oliveira Vidal.
De 1949 a 1955 chegaram a trabalhar neste complexo mineiro 742 operários, fazendo desta empresa uma das maiores do Distrito de Aveiro.
O encerramento das minas provocou um grave problema social que levou ao êxodo completo para a emigração em França e Alemanha.

In folheto informativo do “PR2 Cabreia e Minas do Braçal”.

Em alternativa a este percurso pedestre, é possível aceder ao que resta destas minas através da localidade de Fojo e Folharido (nos arredores de Sever do Vouga). Parte do caminho é feito em terra (e pedra?) batida e, em Fojo, o percurso é feito por uma curiosa estrada asfaltada que até tem uma linha descontínua que separa as duas faixas, mas em que mal cabe um carro...


Assim que se começa a ouvir as águas do rio Mau é sinal de que se está muito próximo das Minas. A flora é abundande e dá um toque muito bonito e bucólico a toda a zona: desde as margens do rio até ao interior das ruínas das Minas do Braçal.
No verão, como o caudal do rio está baixo, um passeio ao longo da sua água fresca e transparente é uma excelente alternativa ao percurso pedestre da zona (o mais completo e o que permite aceder às minas do Braçal tem mais de 10 Kms). Foi exactamente o que acabei por fazer. Trata-se de uma experiência inesquecível, garanto-vos.

(Este percurso pedestre precisa definitivamente de uma revisão...)


 







 


Quanto às Minas em si, nota-se que a sua degradação tem sido mais rápida que a perspicácia da entidade competente em a proteger. Pelo que presenciei, quase parece que a natureza assumiu esse papel...















 


 Resta saber até quando.







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