segunda-feira, novembro 09, 2015

Uma corrente de ar de mudança



Demasiadas pessoas estão alheadas da política porque não conseguem distinguir os políticos nem os respectivos partidos. Os grandes partidos disputam o centro, como se esse espaço tivesse algum significado. Como se fosse sinónimo de sensatez. Ora, países como a Grécia ou Portugal, que praticamente sempre foram governados por partidos do centro, estão na situação que estão hoje justamente por terem sido tomadas medidas muito pouco sensatas. Esses partidos evitam diferenciar-se do seu mais directo rival e renunciam à sua matriz ideológica com receio de perder eleitorado (mas depois surpreendem-se com o crescimento dos partidos mais extremistas).

O que está a acontecer na actualidade política portuguesa é inédito porque finalmente se constatou que a democracia vive sobretudo da diferença e para que ela – a democracia - não seja posta em causa é necessário que os partidos assumam claramente os seus projectos para a sociedade e se diferenciem, renovando a sua base ideológica, assumindo os seus traços distintivos. Ao contrário do que a maioria dos analistas políticos já profetizaram, este reforço e confronto de posições (esquerda vs. direita) pode trazer benefícios para a nossa democracia. Nem que seja porque sabemos que a partir daqui, pouco ou nada vai ser como dantes.  

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