quinta-feira, maio 31, 2012

Estimular por aí

segunda-feira, maio 28, 2012

Arrow



When you were the age 15 they shot the arrow at you
You put that arrow in
became an angel too
But you were proud to be you.

When you made a pact with him
a secret that you’d keep
That you’d forget that sin
could be so warm, so free! 
That you could find such release. 

My dear St Sebastian, in every breath we complete…

Vós tendes as palaaaaaavras... Mas não tendes agudos.

domingo, maio 27, 2012

Please give me cock

sexta-feira, maio 25, 2012

Dos confins de sua alma

Fair enough

quarta-feira, maio 23, 2012

“I think I caught a cold killing a banker”*


*Expressão retirada do filme "Holy Motors", de Leos Carax, em competição no Festival de Cannes deste ano.
Se não é a "quote" do ano, andará lá perto.

domingo, maio 20, 2012

Fim-de-semana alternativo



Às vezes basta um segundo para mudar a vida de uma pessoa. Mas um fim-de-semana pode ser o espaço temporal suficiente para amadurecer essa mudança.

A vida de um rapaz citadino muda radicalmente numa sexta-feira, igual a todas as outras sextas-feiras: chega do trabalho, inicia o ritual de preparação para uma saída nocturna, segue-se um jantar na casa dos amigos e, por fim, uma ida a um bar. Conhece um gajo no bar e acabam na cama. E depois começam as interrogações (este filme está cheio delas) que se pode resumir numa: o que significou aquela noite para cada um dos seus intervenientes?

É um erro limitar “Weekend”, do semi-estreante Andrew Haigh, à categoria de “filmes gay”. Este filme é um fiel (e cruel) retrato do lado descartável das relações urbanas dos dias de hoje, sejam elas gay ou hetero. Aliás, a provar isso, há uma muito interessante cena no final da sequência da “manhã seguinte”, enquanto os rapazes, em fase de despedida, trocam números de telemóvel, no apartamento ao lado está a acontecer mais ou menos o mesmo, entre um rapaz e uma rapariga:
- Did you have a good time last night?
- Last night was sweet, yeah.

“Weekend” não é uma versão moderna ou urbana de “Brokeback Mountan”. Nem nunca pretende o ser. Aqui ambas as personagens - com as suas particularidades - estão perfeitamente conscientes da sua orientação sexual - se bem que isso não significa que estejam integradas num meio social envolvente menos hostil que o retratado no filme de Ang Lee. Ambos os filmes são muito realistas nesse sentido, mas “Weekend” é ainda mais, pois facilmente identificamos cada uma daquelas personagens secundárias do filme: o melhor amigo que consegue descobrir (só observando a nossa forma de estarmos com os outros) que estamos com um problema e que fará tudo para nos desenrascar, o gingão que gosta de contar piadas homofóbicas em locais públicos, de preferência, com as amigas por perto, e o outro que conta todos os detalhes do seu último engate de circunstância aos amigos, ou a amiga confidente que aprecia os pormenores mais sórdidos dos encontros dos outros, etc.

O filme aborda de uma forma muito simples o mistério da atracção sexual e das suas consequências. Parece algo pouco inédito, mas a verdade é que não conheço muitos outros filmes que tenham explorado tão bem e tão eficazmente o campo de atracção entre dois seres estranhos e as suas diferenças.

“Weekend” também roça tecnicamente a perfeição. O realizador/argumentista tomou a opção certa ao não ceder pela tentação voyeurista de querer mostrar tudo o que se passou na primeira noite, quando tudo começou, e preferiu transformar essas imagens em palavras, colocando-as na boca dos seus dois actores principais – que são fantásticos nos seus diálogos aparentemente improvisados.
O filme é muito emocional, mas Andrew Haigh nunca se recorre à música para o tornar hollywoodesco e lamechas. Nesse sentido, só com base em silêncios, gestos e palavras o filme eleva-se a um patamar superior.
Uma nota final para alguns soberbos planos fixos da paisagem urbana, quase sempre deserta. Parece querer simbolizar o tipo de solidão tão típico das zonas de grande concentração populacional urbana e suburbana.

Se apesar de tudo isto ainda não encontrarmos razões suficientes para considerar este pequeno e independente filme britânico uma preciosidade, que pelo menos tiremos qualquer coisa desta lição: temos mesmo que falar sobre a noite anterior, para saber como vamos estar amanhã.  

sábado, maio 19, 2012

:>

terça-feira, maio 15, 2012

Afinal é isso: Playboy = Tendências urbanas contemporâneas.

Aqui está o meu número, portanto: liga-me, talvez?

domingo, maio 13, 2012

E eu nem tenho um Nokia!

segunda-feira, maio 07, 2012

My baby

domingo, maio 06, 2012

O homem que morreu duas vezes



Só agora vi “O Lado Selvagem”, “Into the Wild”, um filme de 2007, de Sean Penn. Este atraso não foi despropositado. Eu já sabia o que o filme abordava e temia sobretudo que ele se transformasse numa espécie de episódio alargado de um daqueles docudramas “homem vs. natureza selvagem” da Discovery Channel (como “A minha vida por um fio” (RTP1), ou pior). O trailer também não ajudou.
Só que, para minha surpresa, “Into the Wild” tem afinal muito pouco de manual de sobrevivência. Tem, sobretudo, uma grandiosa lição de vida.

A felicidade faz pouco sentido se não for partilhada e o perdão pode ser uma das grandes chaves para que ela, simplesmente, aconteça. O protagonista desta bonita história (baseada em factos verídicos) descobri-o tarde demais e quando pouco mais podia fazer, é certo, mas ainda assim, poucas pessoas conseguirão alcançar o nível de liberdade que aquele homem alcançou. E a liberdade é outra das grandes chaves para a felicidade, como prova disso Christopher Mccandless - o homem (real) em que esta ficção se inspirou - deixou, entre outros registos para a posteridade, a sua foto, onde ele aparece encostado aquele velho autocarro, com um sorriso puro e, diria, eterno.

What if I were smiling and running into your arms? Would you see then… what I see now?

quarta-feira, maio 02, 2012

Um dia normal

(foto retirada do Jornal de Negócios)

A PSP emitiu um comunicado via facebook onde acaba por dizer que não existiram “registos de detenções ou graves situações de alteração de ordem”. Portanto, ontem, excluindo uns problemitas pontuais por causa de mau estacionamento ou da disputa pelo último pacote de arroz, foi um dia normal de compras no Pingo Doce.

Ou seja, aquilo que mais me pareceu uma espécie de simulação de um dia apocalíptico, onde uma cadeia de supermercados aproveita-se da situação miserável (não me refiro exclusivamente ao seu perfil económico) dos seus clientes para fazer marketing estratégico e ganhar uns pontos na guerra com o Continente e Ca. – espero que ninguém tenha caído naquela da “ajuda”, pois se o PD quisesse efectivamente ajudar os portugueses, não acumulava uma megapromoção destas num único dia (e justamente num dia simbólico como o 1º de Maio), mas distribui-a proporcionalmente por todos os restantes dias do ano – para a PSP não passou de uma operação rotineira, de um dia normal, lá está.

O facto de toda aquela gente não ser malta freak, não fumar o seu charrito, nem serem fotojornalistas com a câmara em riste, entre outro tipo de gente “ameaçadora” com especial predilecção para ocupar espaços, em vez de os esvaziar, contribuiu certamente para tanta normalidade.