quinta-feira, abril 29, 2010

Aula de Economia

"... E pronto, fica assim demonstrado o corte no rating que vai lixar os portugueses em geral. Dúvidas?"

quarta-feira, abril 28, 2010

Vida nova

:p

terça-feira, abril 27, 2010

É tão bom (e tão seguro) que até faz drift parado e sem condutor!

domingo, abril 25, 2010

(R)EVOLUÇÃO, sempre!

O que significa o "25 de Abril" a quem, como eu, ainda não estava por cá para o presenciar? Não será muito diferente de um "5 de Outubro" ou do "1º de Maio": um encontro de simpáticos velhinhos que o Telejornal assinala como se fosse "fait-divers". Ou, ainda melhor, um feriado que dava mais jeito que calhasse durante a semana para a malta "fazer ponte" e ir para fora.
Como se explica a falta de liberdade a quem sempre a teve? Como se explica os "direitos do trabalhadores" a quem nasceu com eles adquiridos? Por mais que se tente, não é fácil conceber o Portugal de Salazar quem nasceu no Portugal de Soares. Por isso, só trará benefícios escolher outras formas de assinalar e evocar essa mudança, que foi, de facto, uma revolução mas podia ter sido uma guerra civil ou uma transição pacífica. Para os devidos efeitos de formar consciências é um pouco indiferente, o importante é provar que valeu e valerá sempre a pena "aquilo" de que os nossos avós, pais e tios ainda falam.

sexta-feira, abril 23, 2010

Terrorismo virtual

Depois de um grupo extremista Islâmico americano ter emitido uma ameaça de morte (via YouTube!?) aos criadores de South Park, na noite passada, o canal Comedy Central censurou uma parte do polémico episódio. A origem da ameaça tem a ver com o facto do profeta Maomé aparecer vestido de "ursinho".
Independentemente de estar aqui em causa o desrespeito (ou não, pel'amor de Maomé: é só um ursinho de peluche!) de uma das doutrinas do Corão, ceder a todo o tipo de ameaças de fundamentalistas religiosos também não me parece ser a melhor política.
Revelar o medo pode ter várias interpretações e uma delas é dar a razão ao intimidador. E isso não me parece que vá tornar este mundo mais pacífico. Antes pelo contrário.

quarta-feira, abril 21, 2010

You wanted a HIT?

Então tomai, não um, não dois, nem três, nem quatro...



"This is happening" é, como não podia deixar de ser e ao contrário do que anunciava o primeiro single, uma maravilha e sai no próximo mês.

segunda-feira, abril 19, 2010

Não durma (sobre os assuntos), Senhor


Mais uns "mexericos do momento":
Kentucky: Pastor Prince Wilbert Woolfolk sentenced to 20 years for raping a teenage girl;
New York: Rabbi Baruch Lebovits sentenced to 10-32 years in prison for molesting teenage boy;
Colorado: Father Paul Montez accused of stalking teenage boy and plying him with gifts and trips;
New York: Pastor Humberto Cruz sentenced to 15 years for molesting three boys;
Texas: Pastor Curtis Otha Grant charged with 14 felony counts of molesting girls;
Colorado: Pastor James Smoker convicted of physically abusing a mentally-challenged adult in his care;
Arizona: Father Dale Fushek pleads guilty of sexual assault on teenage boy. Fushek was accused of molesting seven boys, but in return for one guilty plea, the other charges were dropped;
New York: Father James McDevitt, charged with 20 counts of child molestation, is being sued by four of his alleged victims.

É quase sempre assim

sábado, abril 17, 2010

Presidentes

Democrata por democrata, o melhor até seria o outro ficar (eternamente) por Praga e este vir aqui dar alguma formação ao próximo.

quinta-feira, abril 15, 2010

DJ Tromba d'água @ Lux


Quem assistiu diz que era difícil manter os pés no chão. "Uma rajada de talento", diz o Público; "redemoinhos de prazer para os nossos sentidos" lê-se no i; "repentina queda na pressão atmosférica, súbito aumento de adrenalina" explica um fã especialista em Djs climáticos. "É tipo Boys Noize mas mais húmido", acrescenta.

quarta-feira, abril 14, 2010

O factor macho


You are what you pretend to be, so be careful what you pretend to be.
Kurt Vonnegut, “Mother Night”


“The Butch Factor” (TBF) tanto pode ser quase hora e meia de documentário a desmantelar um estereótipo, ou uns limitados 87 minutos de documentário onde se explora o tema da masculinidade, sobretudo da sua “complicada” relação com os (homens) homossexuais.
No momento em que pouco sabia sobre ele, pensava que este TBF viesse demonstrar o que toda a gente já sabe: que a homossexualidade masculina não se resume a um determinado grupo de homens com determinadas características comportamentais estereotipadas. Para tal, este filme, contrabalançava com um ou mais grupos de homens com outras características comportamentais estereotipadas.
Por acaso até é justamente assim que o documentário começa. Há várias entrevistas com homens com o tal factor extra de masculinidade, a saber: jogadores de rugby, de baseball, de futebol americano (um deles fez questão de partilhar igualmente a sua profissão principal: construtor civil, voilà), um guarda prisional e vários cowboys (os homens americanos viris por excelência não podiam faltar). Os seus testemunhos giram à volta das dificuldades (ou nem por isso) na aceitação da sua orientação sexual e da forma como ela influenciou (ou não) a sua forma de vida.
Tenho alguma dificuldade em acreditar na veracidade de alguns subprodutos culturais norte-americanos e ao ver estas entrevistas fico com uma certa ideia de um “machismo” pouco realista, quase teatral. Mas independentemente da qualidade do documentário, o que interessa saber mesmo é se debruçamo-nos sobre uma característica inata? Não e mais adiante explicarei porquê.
Os gays reforçam a sua masculinidade, como uma forma de identificação, integração ou resposta a uma ideia preconcebida, com a mesma naturalidade com que os heterossexuais aprendem a ser - e a saber reforçar igualmente a "dose" – masculinos, observando e copiando outros modelos masculinos. Numa outra vertente, da mesma forma que os homens mais efeminados, por uma questão de provocação ou outra, reforçam o seu maneirismo. Tudo isto se deve a uma teoria: a masculinidade (e o seu antónimo), mais que um dado biológico, é uma construção ideológica.
Há uma mensagem curiosa que subliminarmente o documentário pretende passar - algo que é justamente o oposto do lema do comum das relações: “os opostos atraem-se” – estes homens “hiper-masculinos” abordados em TBF são assim, pois atraem-se (e são atraídos) por homens com as mesmas características, ou seja, parece haver aqui uma regra básica de atracção: a melhor maneira de conseguir o homem que quer, é SER o homem que quer.
O documentário, para cada um dos principais e recentes grupos instituídos à margem de uma comunidade gay cada vez mais diversificada, pretende justificar as suas causas. Portanto, a “revolução dos músculos” é sobretudo uma reacção adversa à imagem que a comunicação social mostrou do homossexual dos anos 80: o andrógino ou o debilitado pela infecção do HIV/Sida. E a recente mediatização dos “Ursos”? O movimento gay “Bear” pretendeu desde sempre ser a imagem mais realística e possível da masculinidade em estado de graça: um homem rude, de barba a crescer, peludo qb, ligeira ou totalmente descuidado com o seu físico - ao mesmo tempo que o mostra despreocupada e (quase, diria) orgulhosamente.

“What needs a man to be a man?”
A masculinidade não é um conceito fixo. A masculinidade evoluiu ao longo do tempo, mas mesmo no presente ela é variável por classes, raças, localizações, idades, etc., logo está sobretudo dependente daquilo que a cultura - onde ela está inserida - permite. Qual é o ocidental que não se surpreende com o facto de, no médio oriente, dois homens passearem na rua de mãos dadas ser um acto normalíssimo? E no Tahiti? Onde um homem para ser masculino, tem que ser obrigatoriamente terno e doce, convivendo e confundindo-se pacificamente com o sexo oposto. O que sucede então com esse mito da agressividade natural dos homens?
A grande questão não é saber se o Rambo, um ficcional herói de tantos jovens, é mais viril que o homem taitiano. A grande questão é saber qual é o que se aproxima mais dessa naturalidade, da sua natureza, que é o mesmo que dizer: o que sofreu uma menor pressão por parte do ambiente que o rodeia e da educação que teve. Em suma: o que recalcou menos uma parte de si próprio.

A masculinidade e a feminilidade, portanto, não são só categorias biologicamente opostas, são, antes de mais, uma posição, um lugar na sociedade, um papel cultural. Para um homem ser homem não lhe basta ter a fórmula de cromossomas XY, ter a dose certa de testerona e ter um pénis funcional, ele precisa de superar uma série de provações e são justamente estas demonstrações que - diferem segundo os países, as épocas, as classes sociais, as raças, a idade, etc. - caracterizam a masculinidade de um indivíduo. São justamente estes testes de virilidade que fazem toda a diferença e podem explicar porque a masculinidade de um homem é mais frequentemente posta em causa que a feminilidade de uma mulher. Seria um exercício, no mínimo, espirituoso saber que actividades dariam credibilidade à feminilidade de umas "super-mulheres"? “Não sejas gajo e levanta-me esses pés neste exercício de step? Não és mulher não és nada se não fizeres este desenho em ponto-cruz em vinte minutos? És uma sapatona ou uma boa pedicure?”...
Os excessos forçados de masculinidade (ou de feminilidade), sendo eles baseados no reflexo da sua própria interpretação de masculinidade (ou de feminilidade), curiosos ou burlescos, não trazem grandes males ao mundo – podendo, no entanto, trazer ao próprio, ao aumentar a tal distância entre aquilo que se é e aquilo que se pretende ser... Certa lacuna na sinceridade, portanto.

domingo, abril 11, 2010

A 11 de Abril foi oficialmente aberta a época balnear de 2010

primeiro banho salgado, check;
primeira enchente na praia, check;
primeiro engarrafamento nas portagens da Ponte 25 de Abril, check;
primeiro escaldão, check.

sexta-feira, abril 09, 2010

É isto.

quinta-feira, abril 08, 2010

"Meus Deus, pulseiras do sexo assassinas!!"

Exclamamos nós ao ler o título desta notícia do i.


Agora um pouco mais a sério: jogos em que a verdadeira e falsa inocência adolescente podem misturar-se perigosamente, e que chegam a ser fatais - já que, face ao exposto, a teoria da mera coincidência das circunstâncias das mortes parece-me ser pouco credível.
Estas pulseiras podem ser nada mas também ser tudo. Será sobretudo da responsabilidade dos que lhes estão mais próximos (pais, outros familiares, professores, etc) o advertimento das consequências do uso das mesmas, enquanto instrumentos de socialização e de integração, como se sabe, tão essencial nesta fase da vida.

quarta-feira, abril 07, 2010

Outras perguntas para António Mexia*

Na altura foram fixados objectivos que todos reconhecem como ambiciosos e difíceis de entregar e foram claramente ultrapassados. Senão tivéssemos atingido esses objectivos, a pergunta [sobre o salário] nem se colocaria, e isso é que é pena”, acrescentou o presidente da EDP.
...
De acordo com informação enviada pela empresa à Comissão do Mercado e Valores Mobiliários, António Mexia recebeu no ano passado 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável (que varia segundo objectivos atingidos).

A estes valores junta-se um prémio plurianual de mandato de 1,8 milhões de euros, que entra nas contas de 2009 e que corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos.

Assim, o CEO da eléctrica portuguesa irá receber este ano um total de 3,1 milhões de euros, quando a assembleia-geral de accionistas, marcada para 16 de Abril, aprovar as contas de 2009.
Bom, não seja por isso: no contexto nacional, esses "infímos" 700 mil euros de salário fixo anual continuam a ser inaceitáveis. Reconheço-lhe um papel fulcral na internacionalização da EDP, transformando-a numa das maiores multinacionais portuguesas, mas em que parte isso justifica 3,1 milhões de remunerações? Ou, reformulando a questão, que parte desses objectivos alcançados não são à custa da manutenção das tarifas mais caras da europa, da pré-histórica cobrança do "aluguer do contador", da concentração de preços com uma concorrência insignificante (Endesa), ...?

*Ou melhor, para os accionistas da EDP

segunda-feira, abril 05, 2010

As casas de Sócrates


Quinhentas vezes pior que o mau gosto dos projectos que Sócrates foi responsável há mais de 25 anos, só mesmo esta agenda reles do jornal Público.

Pedo.. quê?

Todo este grandioso voto de confiança era escusado, pois já todos nós sabemos que esta Igreja não tem demonstrado outra coisa que seja viver bem com a consiência pesada ou com perdas súbitas de memória. Portanto, não é mais um, dois ou dez "mexericos do momento", que tirarão o sono aos Monsenhores Sodanos deste reino:

http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/news/localnews/stories/DN-pastor_03met.ART.State.Edition1.4d0427b.html
http://www.stltoday.com/stltoday/news/stories.nsf/laworder/story/7288285BEE562E28862576F800079918?OpenDocument
http://www.vancouversun.com/news/Ontario+priest+gets+months+preying+Haitian+youths/2757938/story.html
http://www.stuff.co.nz/national/crime/3531415/Destiny-scandal-prompts-inquiry
http://www.abc.net.au/news/stories/2010/04/02/2863465.htm?section=world
http://www.abpnews.com/content/view/4978/53/
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=125420225&ps=cprs
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/latestnews/stories/040110dnmetyouthpastor.3b51cbe.html
http://abcnews.go.com/Blotter/questions-pope-benedicts-role-sex-scandal/story?id=10241536
http://aftermathnews.wordpress.com/2010/04/05/child-sex-abuse-cost-us-catholic-church-3-billion-dollars/

sábado, abril 03, 2010

Medo!


sexta-feira, abril 02, 2010

Técnicas globalizantes (nos novos clips dos Band of Horses e dos Keane)



quinta-feira, abril 01, 2010

"Ou os 43 shots que marcharam já estão a fazer estragos ou este mar é mesmo bué grande?!"

Certamente que influenciado pela inconsciência que reina por estas alturas numa certa região da Catalunha, o JN, de hoje, publicou um mapa com indicações congruentes.

Mini-guia de Férias da Páscoa'2010 para os pais portugueses

Obviamente: aqui. Mas se os vossos miúdos não gostam de acampar (mas têm alguma aptidão - juro que não me passou pela cabeça escrever "queda" - para os desportos radicais) sempre há a alternativa de Lloret de Mar, que não é muito mais que a vossa Benidorm de 1997 (lembram-se?). Se eles forem mais caseirinhos, nada que um facebook.com não os mantenha ocupados.