segunda-feira, abril 14, 2008

E os tuélve pointes vão paaara...

O Festival Eurovisão da Canção nunca foi bem a minha "praia", já que o europop também nunca foi bem a minha "onda" - pior começo para um post de sempre? No entanto até achava piada à parte em que cada país revelava o resultado das votações do seu juri e não se conseguia adivinhar a quem eram atribuídas as pontuações mais elevadas.
Logo a seguir à bomba atómica, o sistema de televoto é a pior invenção do homem. Mas quem disse a esta gente que o telespectador comum do Festival da Canção percebe alguma coisa de música? Deve ter sido a mesma pessoa que disse que o Iládio Clímaco pode ser substituído, na sua apresentação, pela dupla maravilha Isabel Argelino & Jorge Gabriel sem se perder carisma. Enfim, perdeu-se (também) uma certa justiça competitiva e ganhou-se uma explícita e súbita onda de solidariedade entre os países que partilham fronteiras ou possuem mais emigrantes. Portugal, com uma concorrência ferocíssima em compadrio entre os países do leste e com um, belo e vasto mas pouco rentável nesta matéria, vizinho, chamado Oceano Atlântico, é um dos países que sai mais prejudicado deste festival. Também é certo que as músicas e os músicos que para lá se tem mandado, em sua representação, não tem ajudado e os nossos emigrantes em França e no Luxemburgo já foram mais pró-activos nesta matéria...
Isto tudo para dizer que há probabibilidades de poder vir a assistir à edição deste ano, não para torcer pela “orca santanderiana da Madeira e os seus cinco pinguins amestrados”, mas para ver a prestação do representante francês. Trata-se de Sebastien Tellier, autor do disco (e respectiva capa) mais sensual (e sexual, como o seu título faz questão de não esconder) de 2008. Divine pode ser assim a melhor canção do Eurovisão deste ano... E de muitos anos anteriores.

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